NAS ENTRELINHAS: Esquerda da CLDF é um relógio analógico em uma era digital

Por Fred Lima

Antiprivatista e estatizante, o grupo de deputados distritais de esquerda da Câmara Legislativa do DF quer atrapalhar o projeto do Palácio do Buriti de privatizar a CEB, a Caesb e o Metrô. Para isso, o sexteto composto por Arlete Sampaio (PT), Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (Psol), Leandro Grass (Rede), Reginaldo Veras (PDT) e Roosevelt Vilela (PSB) contará com o apoio dos governistas Agaciel Maia (PL) e Reginaldo Sardinha (Avante) para criarem a “Frente Parlamentar em Defesa das Estatais do DF”, que será instalada na quinta-feira (10/10).

Para os distritais contrários à privatização, o Estado não pode abrir mão do controle das estatais. Pergunto: a ideia é não perder as indicações políticas em futuros governos ou seria um flerte com os sindicatos como meio de sobrevivência política?

Defender o Estado máximo não faz nenhum sentido na segunda década do século XXI. Desde os anos 1990, o país abriu o mercado e passou a aderir às concessões como forma de modernizar os serviços prestados à população. Imagine o setor de telefonia nas mãos do Estado? Estaríamos ainda na fila do orelhão público.

Agaciel e Sardinha optaram pelo velho relógio de ponteiro, mesmo estando na base de apoio ao governo. A rebeldia pode custar caro aos parlamentares. É incoerência um deputado experiente como Agaciel Maia, que tanto defende as políticas de Estado, se posicionar à esquerda, levantando uma bandeira, cuja cor é vermelha. Já Reginaldo Sardinha é do partido do vice-governador. Pode isso, Paco?

A esquerda da CLDF vem conseguindo algumas proezas, como obter 20 votos para emitir nota de repúdio contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), por conta do comentário sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron. Agora, consegue o apoio de governistas para instalar uma frente contraria às privatizações.

O GDF precisa agir rápido contra a principal arma dos esquerdistas:

Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade.

(Joseph Goebbels)

Da Redação

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