ENTREVISTA: ‘Rua 10 é exemplo do que queremos para Vicente Pires’, afirma secretário de Obras

Em entrevista exclusiva, secretário de Obras explica as intervenções feitas na cidade. Moradores elogiam o trabalho, que já reduziu o caos no trânsito

Ao Jornal de Brasília, o secretário Izidio Santos Júnior, da Secretaria de Estado de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, fez uma avaliação sobre a situação estrutural da Região Administrativa de Vicente Pires, que atualmente concentra, como cidade, grande parte dos investimentos feitos em obras. Ao todo, desde 2015, foram aplicados R$ 222 milhões, dentre os quais R$ 75 milhões foram investidos em 2019 – cinco vezes mais que a média nos anos anteriores.

Como tem analisado as obras?

Ao todo, em Vicente Pires, são onze obras; e em cada uma temos contratos diferentes uns dos outros. Temos, por exemplo, um contrato próximo à região do Jockey já em fase de finalização e temos outro que começou em agosto, que ainda não tinha saído do papel. São situações bem distintas: um já está com asfalto, meio fio e calçada e o outro ainda estamos fazendo a rede de captação de água pluvial, que é o primeiro serviço. Este que começou em agosto abrange o lote 8, na Rua 8 e parte da Rua 3.

Existem outras obras a serem feitas ainda?

A única que não está em andamento é a do lote 2, por questões contratuais; as obras serão licitadas novamente. Esse lote foi iniciado em 2016, mas pouca coisa foi feita; a empresa anterior entrou em dificuldade financeira e desistiu da obra. Tivemos de fazer uma rescisão de contrato e é um processo longo; agora a gente vai licitar novamente. A empresa era a Empreendimentos Técnicos de Engenharia e Comércio (Etec).

Sendo uma das obras mais adiantadas, como examina a finalização da Rua 10?

A Rua 10 é um exemplo do que a gente pretende para Vicente Pires inteira. Quando nós assumimos, essa rua não tinha condições de se trafegar. Foi uma meta nossa desde o início do ano: priorizar as ruas principais da cidade, então nós concentramos esforços na Rua 10, que é uma delas. Para se ter uma ideia, são quatro contratos – não é uma obra só. Com isso, a gente otimizou as reformas e, agora nesse início do período de chuvas, já a deixamos inteiramente asfaltada, com meio-fios, e executando as calçadas. Ela está quase pronta, inclusive com iluminação de LED nova.

Eu gosto muito de dizer o seguinte: no período de chuvas, se ouvia falar muito mal da Rua 10, mas hoje ela está pronta para receber as águas. Na Rua 8 – que foi esse contrato iniciado em agosto – ainda há o incômodo de abrir buracos e ter lama, justamente pela falta de asfalto.

No ano que vem, nós teremos o mesmo trabalho na Rua 12, que, das principais, vai ser a última a ser executada. Lá nós temos comércio e ainda precisaremos afastar os puxadinhos, por isso ficou para o ano que vem. Então ela vai ser o incômodo no ano que vem, pelo fato de abrir buracos na entrada da casa e loja das pessoas, com lama e poeira, mas no final estará igual à Rua 10. Lá começaremos as obras no período posterior às chuvas.

Como foi feita a seleção para a ordem das obras? Foi por prioridade?

As decisões foram feitas por um conjunto de diferentes coisas. São um conjunto de onze contratos e temos de fazer a dependência de um contrato com o outro para otimizar as obras e dar funcionalidade para a cidade.

Por qual motivo as obras na Rua 3 estão sendo feitas por agora, uma vez que recebe água das outras ruas e é uma das mais problemáticas?

A Rua 3 retrata muito bem a complexidade de todos esses contratos em Vicente Pires. Ela recebe todo o percurso da Rua 10, por estar na parte mais baixa. Desse encontro das ruas até a via Estrutural, as obras estão prontas por ser parte de um contrato mais adiantado. Já asfaltamos e esse trecho está pronto. O outro trecho da Rua 3, no sentido Estrada Parque Taguatinga (EPTG), a contar da Rua 10, é um outro contrato, que nunca tinha saído do papel e também começou em agosto. Não foi uma opção deixar por último. Até por ser a rua de maior captação de água de Vicente Pires, deveria ser a primeira.

O que aconteceu foi que, na licitação do lote, em 2016, a empresa vencedora teve problemas cadastrais, e por isso a licitação não foi adiante. Para se fazer toda essa rescisão e se chegar ao momento da segunda classificada na licitação assumir a obra, é um trâmite burocrático muito grande e a gente só conseguiu destravar isso em agosto. Foi a única opção em decorrência desta licitação frustrada. Neste caso a primeira empresa foi a NG Engenharia; quem está à frente agora é a Gaia Construtora, de Goiânia (GO).

As obras de Vicente Pires são basicamente captação de água e, em seguida, o acabamento, que são o asfalto, meio-fios, calçadas, bocas de lobo, etc. O que estamos fazendo na Rua 3 e na Rua 8 é para a captação da água de boa parte de Vicente Pires – é a maior captação. Então estamos investindo muito nisso com lagoas e dissipadores para que a gente deixe essa localidade com condições de fazer o asfalto. A captação irá para as lagoas, que levará a água para o córrego.

Existem projetos futuros a serem feitos? Quais são os próximos passos na cidade?

Sim, temos algumas pontes a serem feitas que estão dentro desses contratos. A ideia é começarmos, mesmo agora nesse período de chuvas, duas pontes. Além disso, tem uma ponte na marginal da via Estrutural, que não está nesses contratos, de um recurso de emenda da deputada Celina Leão, que deve ser iniciada dentro de uns dois ou três meses.

Qual o maior desafio e a maior vitória nessas obras?

O maior desafio quando chegamos em uma obra com onze contratos, e cada um num estágio diferente, é conseguirmos otimizar estes contratos, porque um depende do outro, haja vista que nós temos ruas com quatro contratos distintos em uma única via. Enquanto uma empresa faz a drenagem em um trecho, a outra faz a pavimentação, etc. Cada empresa tem seu ritmo, seu modo de fazer a obra, então conseguir otimizar tudo é uma dificuldade imensa. Mas, a exemplo da Rua 10, conseguimos e estamos conseguindo prosseguir em outras vias também. As informações são do JBr.

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