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Ping Pong com o presidente da CMVG

Por Fred Lima

Nascido em Buriti dos Lopes (PI), Plácido Cunha, 54, tem longa trajetória política no município de Valparaíso de Goiás, onde reside desde 1985. Em outubro de 2008, foi eleito para ocupar uma das cadeiras na Câmara Municipal. Após o mandato parlamentar, Plácido foi nomeado secretário de Governo da gestão Lucimar Nascimento (PT), tendo sido escolhido para o mesmo cargo durante a primeira gestão de Pábio Mossoró (MDB).  

Nas eleições 2020, obteve 856 votos pelo Avante. Com o apoio do prefeito, foi eleito presidente da CMVG em janeiro deste ano.   

Em entrevista ao Lupa Política, Plácido discorre sobre sua experiência, a missão que tem à frente da Câmara e o caminho que vai seguir nas próximas eleições. Confira:

O senhor foi secretário de Governo do prefeito Pábio durante o primeiro mandato, tendo sido eleito vereador e presidente da CMVG. Como tem sido a relação do Poder Legislativo com o Executivo municipal? 

Eu e o Pábio somos amigos. Fomos colegas de Câmara. Depois, o acompanhei no seu segundo mandato de vereador. No primeiro governo, me convidou para ser seu secretário de Governo. Agradeço a ele por ter me dado essa missão. Tivemos êxito em sua reeleição, enfrentando uma candidata que era considerada à época muito forte. Só tenho a agradecer a oportunidade que o prefeito me deu. Torço para que ele faça uma boa gestão. A relação entre a Câmara e o governo é muito amistosa, até porque apesar de os poderes serem independentes, o Legislativo precisa trabalhar para ajudar a cidade. Lógico que temos que ter uma posição independente, mas existe uma relação amistosa e torço para que o governo seja cada vez melhor.  

Qual a sua principal missão à frente da Casa? 

Fazer com que o povo tenha interesse em procurar o Poder Legislativo, que goste de visitar à Casa para participar das sessões e contribuir com seus representantes de alguma forma, seja cobrando ou sugerindo.  

O prefeito conta com uma base aliada que forma a maioria. Mesmo sendo aliado de primeira hora, como é a sua relação com os vereadores de oposição? 

A oposição é ao Executivo. Não tem oposição entre os vereadores. Nossa relação é muito cordial. Já com relação ao governo, é outra questão. Hoje somos 13 vereadores que trabalham em prol da comunidade.  

O senhor já foi vereador em outra legislatura. Qual a principal diferença política daquela época para os dias atuais? 

Acredito que seja a relação do Executivo com o Legislativo. Naquela época, a chefe do Poder Executivo era muito dura e não tinha um bom diálogo com a Câmara. Além disso, eu não tinha a experiência que tenho hoje, tanto na Câmara quantonao governo. Eu fazia parte da base aliada da prefeita Lêda Borges, mas tínhamos muito atrito por ela ser inflexível. Hoje, a relação é bastante tranquila. Mossoró é um prefeito que escuta muito.  

Recentemente foi aprovado o PL de sua autoria, que autoriza o Executivo a adotar medidas urgentes de atenção integral aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à Covid-19. O que a Câmara tem feito para cooperar com o governo municipal no intuito de frear o avanço da pandemia na cidade? 

Temos trabalhado de mãos dadas com o Executivo, buscando recursos. Sempre que há necessidade, a Secretaria Municipal de Saúde entra em contato conosco.  

O senhor apoiou três governos municipais antagônicos. O que mais aprendeu com essa experiência? 

A gente vai entendendo que o mais importante é a cidade. Então precisamos ter muita flexibilidade para trabalhar em busca de benefício para o valparaisense. Valparaíso é o município que já tem dois mandatos de deputado estadual, por exemplo. Até hoje a cidade não sabe o valor de ter um deputado estadual porque a posição política da mandatária atual diverge com a dos chefes dos poderes Executivos estadual e municipal. Por isso temos que trabalhar em prol do povo. Sou profissional e sei me adequar. O governo Lucimar me chamou porque adquiri grande experiência e habilidade no Congresso Nacional e nos ministérios, acompanhando o orçamento público. Na gestão Pábio, da mesma forma.  

O seu partido, o Avante, tem crescido rápido, inclusive no DF fez dois deputados distritais, além da vice-governadoria. Já em Valparaíso tem dois vereadores. Qual o projeto que a legenda tem para crescer cada vez mais na região? 

O futuro a Deus pertence. O presidente é o Dr. Marcus Vinicius, uma pessoa bastante habilidosa. Organizamos o partido e elegemos dois vereadores. No governo, acabamos adquirindo espaço, exatamente por causa da nossa lealdade ao prefeito. Temos o Dr. Marcus na Secretaria de Obras. Fora isso, temos também outros nomes, como o da Rosângela Cavalcanti, secretária municipal de Saúde. Fomos bastante contemplados na gestão Mossoró. O prefeito é a nossa maior liderança e não vamos fugir disso.  

Em 2022, o Avante tem algum interesse de lançar candidatura de deputado estadual? 

Vai depender do grupo. Porém, o Dr. Marcus é uma possibilidade. Lá na frente vamos apreciar. Cada partido vai apresentar um nome e avaliaremos o mais consistente.  

Apesar de 2024 estar longe, o senhor tem algum plano para a próxima eleição municipal? 

Não adianta discutir 2024 sem passar por 2022. Nosso projeto é eleger um deputado estadual na nossa cidade. Estamos trabalhando muito duro para isso. Com fé, conseguiremos.  

Da Redação

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