Foto: George Gianni/VGDF
GDF: Não podemos mais tolerar que mulheres sejam alvos de violência dentro de suas próprias casas, afirma Celina
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) homenageou, nesta sexta-feira (4), policiais e integrantes do Sistema de Justiça que atuaram no resgate de seis mulheres vítimas de violência em apenas três dias. A solenidade destacou a atuação rápida e eficaz das equipes em casos extremos, reforçando o compromisso da corporação no combate à violência de gênero.
Entre as ocorrências, está o resgate de uma mulher sequestrada pelo companheiro durante uma audiência virtual sobre violência doméstica. A vítima foi localizada com apoio do Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) e do Grupo Tático Operacional (Gtop 22). O agressor foi preso em flagrante na DF-457.
Outro caso grave envolveu uma mulher que teve a prótese de silicone arrancada com uma faca. Ela foi socorrida após a agressão, e o suspeito, preso no Núcleo Bandeirante. Em Ceilândia, gritos de socorro levaram policiais a impedir um feminicídio. A vítima apresentava sinais de luta e o agressor, com mandados em aberto, foi detido no local.
A PMDF também efetuou prisões em Taguatinga Norte, Samambaia Norte e Águas Claras, onde agressores ameaçavam vítimas ou resistiam à abordagem. Em todas as ações, a resposta rápida da polícia foi decisiva para salvar vidas.
Durante a cerimônia, a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Barros Habka, destacou a urgência nas ações e elogiou a bravura dos policiais. A vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), também celebrou a atuação dos agentes: “Nossos policiais agiram com muita coragem e profundo senso de dever. Honraram a farda e protegeram vidas, salvando seis mulheres da morte certa, mesmo diante da violência brutal de seus companheiros. Graças a essa ação rápida e eficiente, essas mulheres estão vivas hoje. Esses criminosos devem ser responsabilizados com todo o rigor da Lei. Mas isso não basta. Precisamos, com urgência, de uma mudança cultural profunda. Não podemos mais tolerar que mulheres sejam alvos de violência dentro de suas próprias casas. Respeitá-las e protegê-las é um dever coletivo e os homens de bem precisam caminhar ao nosso lado nessa luta.”
Da Redação
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