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Na Lupa: Em nome da ‘VEROcidade’, Lucas se embriaga de gim

No Vero Notícias, quem assina é Lucas Valença, considerado, nos quatro cantos do DF, apenas uma espécie de laranja. O verdadeiro proprietário seria o ex-presidiário Gim Argello, condenado inicialmente a 19 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação pela Operação Lava Jato. A pena depois caiu para 11 anos e 8 meses. Ele ficou preso por pouco mais de 3 anos, entre abril de 2016 e junho de 2019. Ou seja, o portal nasceu com um pé no esgoto aberto do submundo da política. Porém, para enganar os desavisados, tenta mostrar apenas o outro pé firmado na falsa calçada da “VEROcidade”, arvorando-se como portador de todas as verdades do jornalismo brasiliense. É para rir!

Agindo como um foca (termo utilizado nas faculdades de jornalismo para identificar os iniciantes), Lucas vem embriagando-se diariamente de gim — o Seagram’s Extra Dry Gin, considerado o pior do mundo em ranking de avaliações —, virando a mesa e tentando acertar taças-balão nos profissionais de imprensa por rancor de não ter conseguido obter o que queria.

Na verdade, é o gim que faz isso com ele, deixando-o bêbado quando ele o ingere e rendendo-lhe, nos corredores dos bastidores da política, o apelido de laranjinha kumquat, a menor do mundo. Só que, como laranja, o problema maior não é ele, mas sua bebida.

Ao chegar ao Senado por um acidente de percurso na história, com a renúncia do ex-governador Joaquim Roriz, o ex-presidiário Gim Argello, que se dizia de centro-direita, passou a rondar a cúpula palaciana e se tornou amigo de caminhadas da então presidente Dilma Rousseff (PT). Por meio dessa amizade, sua influência cresceu a ponto de ele se tornar um dos interlocutores do governo no Congresso. Como membro da CPI do Senado e vice-presidente da CPMI, teria cobrado propina de empreiteiras para evitar a convocação de executivos, travestindo parte dos pagamentos em doações eleitorais a partidos de sua base e em repasses a terceiros.

Como dizia o saudoso Dr. Jofran Frejat: “Eles não aprendem”. Após o tempo em que ficou preso, Gim retornou rancoroso e disposto a obter parte do poder que tinha antes. Para isso, busca, primeiramente, ajudar a eleger o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), outro que foi preso por causa da Operação Caixa de Pandora, afastado do governo e hoje se encontra inelegível. Só que, para isso, precisou utilizar um portal para chamar de seu no privado. Diferentemente de outrora, Gim quer agora ter poder midiático. Não é à toa que o Vero Notícias faz propaganda de seus passos na política, enaltecendo-o como um político influente:

A estratégia adotada pelo ex-presidiário é encurralar adversários políticos, achacar o governo distrital e atacar todos aqueles que lembram seu passado vergonhoso para a política brasiliense.

Ao voltar sua artilharia contra quem possa ser um empecilho para o projeto de poder de seu verdadeiro proprietário, o Vero precisa antes explicar como diz ter renda mensal de R$ 1 mil, mas emite nota de R$ 1 milhão. De onde veio tanto dinheiro para uma empresa que diz ser microempreendedora? Quem é o garoto de Midas que tornou uma microempresa de jornalismo milionária com apenas uma nota fiscal faturada? O banqueiro preso Daniel Vorcaro? Veja:

Existem veículos de imprensa que iniciam suas atividades com credibilidade. Com o passar do tempo, ela se perde porque o veículo deixa de cumprir regras básicas do jornalismo. No caso do Vero, nasceu sem credibilidade e, pior, com menos de um ano de atividade, é alvo de investigações de órgãos como a Polícia Federal, que busca descobrir os tentáculos entre o portal, seu verdadeiro dono e o Banco Master, de Vorcaro.

O ditado é conhecido: quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra na casa do vizinho. Pior é quem nem telhado tem. Sem proteção, a pedra volta sem aviso e atinge quem iniciou o ataque. Ainda mais quando o primeiro arremessador está embriagado de gim e já nem mira direito.

Da Redação

Fred Lima

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