Divulgação/Agência Senado
Ausência de Wilder em votação no STF provoca bate-boca e ameaça na Alego
A ausência do senador Wilder Morais (PL-GO) na votação que barrou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma crise no PL de Goiás. O episódio provocou uma discussão entre os deputados estaduais Amauri Ribeiro (PL) e Major Araújo (PL), nessa quinta-feira, 7, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), e terminou com ameaça de morte.
A tensão começou em 30 de abril, durante sessão na Alego. Na ocasião, Amauri criticou a ausência de Wilder na votação do Senado. Segundo ele, os outros dois senadores goianos votaram contra a indicação, enquanto Wilder não participou da sessão. “Um voto poderia decidir a rejeição ou aprovação. E dos três senadores, dois votaram contrários e um se ausentou da votação. Uma vergonha para o estado de Goiás”, disse Amauri.
Na sessão seguinte, Major Araújo defendeu Moraes, que é pré-candidato ao governo de Goiás, e atacou o histórico político de Amauri. O deputado deixou o União Brasil e entrou no PL no início de abril.
A troca de acusações subiu de tom na quarta-feira, 6. Amauri, que participava da sessão de forma remota, disse que cancelaria uma agenda no interior do estado para comparecer presencialmente à sessão do dia seguinte. Segundo ele, queria tratar o caso “olho no olho”.
O confronto ocorreu nesta quinta. A sessão plenária precisou ser encerrada mais cedo depois de uma sequência de ataques entre os dois parlamentares. Major Araújo chamou Amauri de “Joice Hasselmann do PL”, em referência a uma suposta postura de ataque a integrantes do próprio partido. Amauri respondeu chamando o colega de “soldadinho de brinquedo”.
Os dois ainda trocaram xingamentos, como “burro” e “canalha”. A discussão continuou mesmo após o encerramento da sessão.
No bate-boca final, Amauri teria dito: “Não deixa eu pôr a mão em você, não”. Major Araújo respondeu: “Põe a mão em mim para você ver. Amanhã você amanhece morto. Vagabundo, safado”.
A polícia foi acionada para controlar a situação. Poucos minutos depois, os dois deputados deixaram o plenário.
O caso expõe a divisão interna do PL goiano em torno de Wilder. A ausência do senador na votação de Messias segue sendo usada por aliados e críticos dentro do próprio partido como contraditória e estranha.
Da Redação
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