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Taiwan quer fortalecer as relações com o Brasil, diz embaixador
Evento em Brasília reuniu representantes da Casa Política, do Monitor da Democracia e do Escritório Econômico e Cultural de Taipei para discutir chips, inteligência artificial e estabilidade no Estreito de Taiwan
A Casa Política e o Monitor da Democracia lançaram, nessa terça-feira, 5, em Brasília, dois estudos sobre a relação entre Brasil e Taiwan. O encontro ocorreu no Rubaiyat Brasília e discutiu oportunidades de cooperação em tecnologia, cadeias globais de suprimento e impacto da estabilidade no Estreito de Taiwan sobre produtos usados pela indústria brasileira.
O evento teve abertura de Márcio Coimbra, participação do embaixador Benito Liao e debate técnico com o pesquisador Mário Machado, autor dos trabalhos. Após a apresentação, Coimbra e Liao falaram com a imprensa sobre os temas tratados nos estudos e sobre as possibilidades de cooperação entre Brasil e Taiwan.
Na conversa com jornalistas, Márcio afirmou que a inteligência artificial depende de capacidade de processamento e, por isso, está ligada à produção de chips. Segundo ele, Taiwan ocupa posição central nesse mercado, em especial na fabricação de chips gráficos e de componentes avançados usados por empresas de tecnologia.
“A inteligência artificial precisa, antes de tudo, de capacidade de processamento. Isso passa por chips de uso geral e por chips gráficos, produzidos em grande parte por empresas taiwanesas”, disse Coimbra. “Uma boa relação com essas companhias pode ajudar o Brasil a disputar a alocação desses lotes. Não basta ter dinheiro. É preciso ter acesso a uma produção que o mundo inteiro quer comprar.”
Também em entrevista à imprensa, Benito Liao disse que Taiwan quer estreitar os laços com o Brasil e ampliar as possibilidades de cooperação. Ele citou áreas como tecnologia, comércio e inovação.
“Taiwan quer fortalecer as relações com o Brasil. Queremos discutir novas possibilidades de cooperação e melhorar a relação entre os dois lados”, afirmou Liao.
O representante de Taiwan também mencionou o Paraguai como possível ponte para projetos regionais. Segundo ele, o país mantém relações oficiais com Taiwan e, por integrar o Mercosul, pode abrir oportunidades para empresas brasileiras interessadas em iniciativas de tecnologia e produção.
“Empresas brasileiras podem se beneficiar do projeto do parque tecnológico inteligente entre Paraguai e Taiwan. A iniciativa pode reduzir custos de fabricação para venda a países vizinhos”, concluiu.
Da Redação
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