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CLDF: Pedrosa cobra plano integrado para enfrentar aumento da população em situação de rua

O deputado distrital Eduardo Pedrosa (União) cobrou, nesta quarta-feira (27), uma resposta mais ampla do poder público ao aumento da população em situação de rua no Distrito Federal. Em discurso na tribuna da Câmara Legislativa, o parlamentar defendeu ações integradas nas áreas de saúde, assistência social, acolhimento e segurança pública.

Pedrosa afirmou que tem recebido relatos de moradores e comerciantes sobre transtornos em pontos de concentração de pessoas em situação de rua em várias regiões administrativas. Segundo o deputado, esses locais passaram de cerca de 50 para mais de 300 no DF.

Para o parlamentar, o problema não pode ser tratado apenas como caso de assistência social. Ele disse que parte das pessoas que vivem nas ruas enfrenta situações de vulnerabilidade extrema e, em alguns casos, não consegue mais cuidar de si mesma. “É preciso um projeto completo, pensado no cuidado dessas pessoas, e que trate o problema como uma questão de saúde pública e de segurança pública”, afirmou Pedrosa. Segundo ele, deixar pessoas morando nas ruas em condições precárias não representa garantia de dignidade.

O deputado também criticou o que chamou de “falsa sensação de liberdade” em políticas que, na avaliação dele, não têm produzido resultado. Pedrosa defendeu que o Estado atue de forma mais efetiva, com acolhimento, atendimento de saúde e medidas que ofereçam perspectiva de reconstrução de vida.

O tema aparece em meio ao crescimento dos registros oficiais. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social mostram que 9.151 pessoas em situação de rua estavam inscritas no Cadastro Único no DF em março. Em 2012, eram 66 nesse mesmo recorte. O cadastro não equivale a um censo, mas ajuda o governo a identificar famílias e pessoas em vulnerabilidade.

O GDF mantém serviços voltados a esse público, como o Hotel Social, que funciona à noite e oferece até 200 vagas para pernoite. Segundo a Sedes, o espaço registrou mais de 21 mil acolhimentos nos quatro primeiros meses de 2026.

Na tribuna, Pedrosa disse que o DF precisa discutir o assunto com seriedade. Para ele, o avanço da população em situação de rua exige uma política pública capaz de proteger quem vive nas ruas e, ao mesmo tempo, responder às preocupações de moradores e comerciantes.

Da Redação

Fred Lima

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