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CEO da AtlasIntel analisa reta final e vê Daniel próximo dos 50% em Goiás
O fundador e CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou nesta segunda-feira (21) que o governador Daniel Vilela (MDB) chega à reta final da eleição em Goiás próximo do percentual necessário para encerrar a disputa no primeiro turno. A avaliação foi feita durante palestra na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia.
Segundo Roman, as estimativas mais recentes trabalhadas pelo instituto colocam Daniel em torno de 48% dos votos válidos. O pesquisador, no entanto, ressaltou que esse percentual não permite considerar uma vitória no primeiro turno como definida.
“Nas nossas estimativas, hoje, o Daniel Vilela está com em torno de 48% dos votos válidos”, afirmou. Em seguida, ponderou: “É possível, plausível, que a eleição seja definida apenas no segundo turno”.
A avaliação muda quando Roman projeta uma eventual segunda votação. Ao analisar esse cenário, o CEO da AtlasIntel afirmou que considera muito pequena a possibilidade de reversão do quadro atual em desfavor de Daniel.
“No segundo turno, o Daniel Vilela tem quase 100% de chance de vencer”, declarou. A afirmação representa uma projeção pessoal do fundador da AtlasIntel a partir dos dados e de sua leitura sobre a transferência de votos. Não se trata de percentual de intenção de voto nem de garantia sobre o resultado da eleição.
Roman analisa transferência dos votos de Marconi
O cientista político dedicou parte da análise a uma eventual disputa entre Daniel e o senador Wilder Morais (PL).
Na avaliação de Roman, os eleitores que atualmente declaram voto no ex-governador Marconi Perillo (PSDB) teriam papel importante em um segundo turno. Segundo ele, a provável redistribuição desses votos dificultaria a situação de Wilder.
“A redistribuição dos eleitores do Marconi faz com que o Wilder não tenha chances reais, do meu ponto de vista, no segundo turno”, afirmou.
A declaração é uma interpretação do pesquisador sobre comportamento eleitoral futuro e, portanto, está sujeita a mudanças até a votação.
Pesquisa mostrou Daniel com 48,1% dos votos válidos
A análise apresentada por Roman ocorre depois da pesquisa AtlasIntel divulgada em 3 de setembro. Considerando apenas os votos válidos, Daniel aparecia com 48,1%.
No cenário que incluía votos brancos, nulos e eleitores sem candidato definido, o governador registrava 43,5%. Wilder tinha 20,1%, Marconi, 16,1%, e Luis Cesar Bueno (PT), 10,7%.
O instituto também simulou possíveis confrontos de segundo turno. Contra Wilder, Daniel registrava 53,7%, diante de 28,9% do senador. Em uma disputa com Marconi, os percentuais eram de 57,2% para Daniel e 25,6% para o tucano.
Na terceira simulação, Daniel aparecia com 60,2%, contra 16,2% de Luis Cesar. Esses números retratam as respostas dos entrevistados no período da pesquisa e não representam previsão do resultado eleitoral.
O levantamento ouviu 1.214 eleitores entre 27 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número GO-05293/2026.
Goiás seria uma “ilha”, diz pesquisador
Roman também tentou explicar por que, na avaliação dele, Goiás apresenta uma configuração diferente de outros Estados.
“Goiás é uma das exceções, é uma ilha”, afirmou.
Segundo o cientista político, partidos de centro perderam espaço em diversas disputas majoritárias do país, enquanto em Goiás o grupo atualmente no governo mantém presença relevante. Roman relacionou esse cenário à avaliação da administração estadual e à transferência de capital político do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) para Daniel.
“Isso, então, tende a beneficiar uma manutenção do grupo político aqui no Estado”, declarou.
Levantamento da AtlasIntel divulgado no início de setembro registrou aprovação de 60% ao governo Daniel. Na mesma pesquisa, 73% disseram considerar que Goiás seguia por um bom caminho, 18% avaliaram que o Estado estava em um caminho ruim e 9% não souberam responder.
Cenário nacional é tratado com cautela
Ao abordar a eleição presidencial, Roman adotou uma postura mais cautelosa. O CEO da AtlasIntel não apontou um provável resultado para a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e classificou o cenário nacional como mais imprevisível.
Pesquisas recentes mostram justamente uma corrida apertada entre os dois. No levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado em setembro, por exemplo, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno.
A análise feita por Roman na Fieg, portanto, diferenciou os dois cenários: enquanto classificou a eleição presidencial como aberta, apresentou uma leitura mais favorável a Daniel em Goiás, baseada nos levantamentos do próprio instituto e na projeção de transferência de votos em um eventual segundo turno.
Da Redação
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