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Na Lupa: Daniel vence no 1º turno e une caiadismo ao legado de Maguito

Não adiantou a dobradinha entre o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL-GO). O governador Daniel Vilela (MDB) foi reeleito no primeiro turno e, de quebra, enterra a carreira política de Marconi, que, desde 2018, não consegue mais se eleger para nenhum cargo em Goiás, devido ao péssimo governo que fez entre 2015 e 2018, período em que foi preso na Operação Cash Delivery.

Wilder, desconhecido por 62% dos eleitores de Goiás, de acordo com a Genial/Quaest de abril de 2026, precisa, primeiramente, aprender a fazer política sem perseguir a imprensa que não o bajula. Acusado por seus adversários de ser narcisista, o senador goiano tem agora de calçar as sandálias da humildade.

Com toda a estrutura de seu partido a seu favor, o apoio dos Bolsonaro e o desgaste político de Marconi, é vexatório que o senador sequer tenha conseguido chegar ao segundo turno. Nesse caso, o problema não é o partido nem o padrinho, mas o próprio político. Morais, que se limitava a dizer nos debates “vou resolver”, sem apresentar projetos claros, não convence. As urnas não mentem.

Daniel, repetindo Ronaldo Caiado (PSD) em 2018 e 2022, manteve a fórmula de sucesso da gestão anterior, imprimindo, ao mesmo tempo, a marca do maguitismo: proximidade com os municípios, atenção ao interior e forte diálogo com a classe política.

Desde que assumiu o governo, Vilela manteve os principais programas de Caiado, mas também passou a adotar iniciativas próprias. Lançou a Operação Tiradentes, reforçou as forças de segurança com novas viaturas e equipamentos, criou o Goiás em Movimento Estruturas, ampliou ações sociais e intensificou investimentos nos municípios, especialmente no Entorno do DF.

Não foram apenas o sucesso da gestão e o apoio de Caiado que impulsionaram Daniel à vitória. No imaginário popular goiano, também ganhou força a ideia de que o filho daria continuidade à obra do pai, Maguito Vilela, vítima da Covid-19 em 2020.

De 2027 a 2031, o governador terá a missão de dar continuidade ao caiadismo, resgatando, ao mesmo tempo, o maguitismo, ou seja, o jeito Maguito de governar. Em 1997 e 1998, já na reta final de sua gestão, Maguito liderou o ranking de avaliação dos governadores pesquisados pelo Datafolha.

Que a obra do pai seja concluída pelo filho.

Boa sorte, governador!

Da Redação

Fred Lima

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