Pedetista, Reginaldo Veras repete na Câmara Legislativa o mesmo bordão do PT quanto às privatizações. Ou: O obsoleto Estado máximo

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Por Fred Lima

Na sessão ordinária de ontem (8), o deputado distrital Reginaldo Veras (PDT) provou estar alinhado com a ideologia de seu partido e criticou o governador Ibaneis Rocha (MDB) por conta do projeto de privatização da CEB, CAESB e Metrô. De acordo com o parlamentar, Ibaneis havia dito durante a campanha que “valorizaria os servidores da companhia energética e contava com eles para recuperar a empresa”. Para o distrital, “não se pode adotar um discurso e depois agir de outro modo. É por isso que o eleitor não tem confiança nos políticos”, analisou, assegurando que se posicionará contra as privatizações.

Indo na contramão do discurso de Veras, o deputado Agaciel Maia (PR) defendeu o governador: “Os candidatos, de um modo geral, durante a campanha, tratam do que seja ideal. Mas, quando assumem os cargos e se deparam com uma série de dificuldades, como as limitações orçamentárias e financeiras, passam a conviver com a verdadeira realidade”. Ainda segundo Agaciel, há inúmeras situações que levam à mudança, como os problemas de caixa e questões corporativas, por exemplo.

Comento

Como já disse em outras ocasiões, o PDT é o irmão do PT que foi morar em outra cidade. Não são mais siameses como outrora, mas o parentesco sanguíneo permanece. Sendo assim, o partido de Reginaldo Veras continua levantando bandeiras atrasadas e que destoam de uma gestão moderna, como a agenda antiprivatista.

A privatização da CEB, CAESB e Metrô já deveria ter acontecido, caso os dois últimos governos que antecederam o atual não fossem de esquerda. A população não aguenta mais a morosidade na prestação dos serviços públicos essenciais, como água, luz e transporte público. Manter o mesmo modelo não vai solucionar absolutamente nada. É utopia também pensar que apenas a valorização dos servidores refletirá em melhores serviços.

Em nenhum lugar do mundo o Estado máximo deu certo, isto é, a participação e o controle do governo que exerce o papel de intervencionista, especialmente na economia. Já vimos essa novela no plano nacional, quando o governo Dilma promoveu uma política de intervenção e levou o Brasil à derrocada com os piores índices econômicos desde o lançamento do Plano Real.

Independentemente de erros que são cometidos por qualquer governante, Ibaneis acerta ao implantar uma agenda modernista, sem viés ideológico. Os sindicatos vão chiar, porém, o chefe do Buriti precisa ter o pulso firme para manter a proposta.

Água, luz e transporte público não são setores estratégicos e devem ser privatizados.

Da Redação

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