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NA LUPA: Fraga naufraga

Por Fred Lima

Os bons costumes da nova política abominam ataques pessoais e verborrágicos. Antigamente, com o domínio das oligarquias, a velha política era carregada de agressões que em nada contribuíam para o debate. O nível era tão baixo na era do coronelismo que teve até senador que entrou armado no Congresso Nacional e assassinou acidentavelmente colega em plenário.

Amargurado pela derrota humilhante ao GDF em 2018, o ex-deputado federal Alberto Fraga (PL-DF) iniciou desde então uma jornada de agressões ao governador Ibaneis Rocha (MDB). Fraga credita sua condenação por cobrar propinas em transportes do DF a uma suposta articulação do candidato Ibaneis para tirá-lo do segundo turno. Ledo engano.

Primeiramente, vale destacar que o maior adversário do ex-deputado naquela conjuntura não era o atual governador, mas quem estava no comando do Executivo local, ou seja, Rodrigo Rollemberg (PSB). Dizem as más línguas que foi o então governador que provavelmente articulou a celeridade do trâmite do processo contra Fraga, tendo em vista que tinha bastante trânsito no Judiciário. Os burburinhos alegam que Rollemberg estava com a caneta de governador na mão e precisava se livrar do coronel da PMDF para conseguir chegar ao segundo turno.

O maior antagonista de Ibaneis no primeiro turno não foi Fraga, mas Rogério Rosso, que disputava o mesmo eleitorado e tinha propostas semelhantes, além de ter perfil mais intelectualizado. Não é à toa que Rosso ficou em terceiro lugar, com diferença de apenas 2,7% para Rollemberg.

Só que Fraga teima que Ibaneis tramou a sua condenação e mantém a tática de fazer ataques pessoais, como na filiação do deputado distrital Eduardo Pedrosa ao DEM ano passado. O mais recente ocorreu na rádio Metrópoles, onde colocou a presidente do PL-DF, Flávia Arruda, em maus lençóis. Na ocasião, o ex-deputado afirmou que o chefe do Executivo local teria que “adular” Flávia para não ser candidata ao Buriti, pois, segundo ele, a correligionária venceria o pleito, mesmo já tendo decidido que buscará uma vaga ao Senado.

Na nova política, recalques mal disfarçados, regados de ataques de cunho pessoal e implicâncias sem sentido tendem a não prosperar, naufragando a carreira de quem os comete.  

Da Redação

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